segunda-feira, 16 de julho de 2018

Uma chance para recomeçar


Uma chance para recomeçar 
Mila Maia
54 páginas
Disponível na Amazon (Clique aqui)






Nessas minhas andanças pelo IG eu acabei baixando esse conto da autora Mila Maia em uma promoção de livro gratuito na Amazon. Eu não esperava que em tão poucas páginas a autora pudesse me fazer repensar algumas coisas da vida, principalmente sobre aquilo que temos e muitas vezes não valorizamos por terem se tornado “comuns”, típicas. Você sempre espera que vai encontrar sua mãe na hora do almoço, sempre acha que vai ter comida em casa e acabamos esquecendo de valorizar essas coisas tão simples.

Heitor é uma criança que sempre viveu no abrigo, até que um dia acaba fugindo junto com um garoto mais velho. A vida é dura pra essas crianças, e o que o nosso pequeno passa não está muito distante da realidade. Heitor experimenta a fome, o frio, a falta de gentileza das pessoas. Mas, felizmente, também encontra pessoas que dispuseram-se a amá-lo sem pedir algo em troca.

É um conto meigo, narrado por um criança, que nos esquenta o coração e nos lembra de sermos gentis com quem está ao nosso redor. A gratidão e o amor são os elementos principais nessa narrativa tão profunda, a autora fez um ótimo trabalho ao trazer aspectos reais à narrativa e ainda conseguiu trabalhar bem um personagem infantil. É um conto lindo que merece ser lido, principalmente quando desejamos alimentar a esperança por um mundo melhor que há em nossos corações.

Ilhados

Autor: LucasNSantana 
Gênero: Romance 18+ 
Disponível no Wattpad (Clique aqui)


Ilhados






A primeira vez que ouvi "ilhados" pensei numa versão de Titanic misturada com Náufrago. De alguém que se perderia no mar e passaria o livro inteiro ali. Só não imaginei que quem seria encontrado seria eu mesmo. Não botei muita fé a princípio, pensei "que diabos o Luke quer escrever, gente". Até o primeiro capítulo publicado.

Uou. É hot (viva a liberdade de marcar Conteúdo Adulto numa obra) em diferentes aspectos. Nico é o nosso narrador personagem, o menino da ilha conformado com sua rotina e com o que a vida lhe deu: pais donos de uma pequena pousada e uma loja de roupas, um irmão mais velho que foi embora pro continente e amigos que aparentemente estarão sempre ao seu lado. 

E então surge ele. O francês loiro velejando sozinho em seu Sotaford com uma sunga laranja horrorosa escrita Dortnellas. O velejador de olhos indecifráveis, ora de mar, ora de tempestade, que adentra a ilha, levando embora toda monotonia.

Às vezes a gente só se acostuma ao esperado. Nos acomodamos à rotina, nos preparamos para os próximos passos previsíveis da vida. Talvez terminar o Ensino Médio, passar de primeira pro curso que você almeja, ter um par romântico pra boa parte da vida, quem sabe casar e ter filhos. Ignorar quaisquer desvios de rota. Viver uma vida normal.

Mas quando os planos fogem do esperado, você tem duas opções:
A primeira é fazer a Sandy e fingir que nada aconteceu, que você vai continuar com seus planos e fim.

E a segunda... bem... você pode abraçar o desconhecido, viver o momento e sofrer uma total metamorfose de pensamentos, vida. Viva o autoconhecimento.

Nico escolheu a segunda opção. Mesmo com as paranoias, os receios e os medos. Mesmo com os preconceitos. Nico se arriscou, se jogou do precipício direto no mar, sem medo de haver pedras no final. Ele tentou. Ele viveu, ainda que não soubesse o segundo seguinte.

Me faltam palavras para explicar a razão de Ilhados ser um livro que DEVE ser lido. Não é um mero romance, Luke conseguiu ir em um nível além. Ele conseguiu desestabilizar para trazer estabilidade.

Minha cena favorita não é alguma de sexo (capítulos os quais Luke me mandava com títulos como "Para ler trancada no banheiro"), que inclusive são boas pra caramba, mas uma cena em que Nico pede ao moço da sorveteria um sabor diferente, "surpreenda-me". Nessa cena eu comecei a chorar por finalmente entender o que era tudo aquilo, por perceber que em tantos momentos da vida eu fui Nico. E que era hora de mudar.

Há momentos que precisamos seguir jornadas. Não aquelas que viajamos pra algum lugar de fato, mas aquelas que viajamos dentro de nós mesmos. Autoconhecimento, aceitação e tentativas. Tentativas de acertar, algumas de errar mesmo pra gente viver e ter história pra contar.


Talvez a história não seja sobre um Nico e um Arnaud. Pessoas que possam ter existido de verdade em alguma brecha de tempo ou universo. Nem sobre grupos de velejadores que viajam pelos oceanos e encontram aventuras em ensolaradas ilhas paradisíacas. Talvez a história seja sobre você, leitor. Sobre encontros, desencontros. Talvez você precise de um Arnaud metafórico pra te tirar da rotina e te mostrar que o mundo é algo além.

365 dias para viver






Categoria: Feminina
Disponível no Wattpad (clique aqui)

365 dias para viver







    Desde que a Aline, ou Line, me mostrou o book trailer da obra que até então eu não tinha prestado atenção, eu senti que aquele livro seria algo que eu deveria ler. O ser humano vive enganado de vida. É normal, é comum a gente pensar que a morte nunca vai bater à porta enquanto somos jovens e cheios de sonhos, quando temos uma família e amigos ao nosso lado. Quando os dias repetem-se numa rotina que nos enfastia, apenas prosseguimos, porque é o que deve ser feito.

    Uma bomba explodiu na vida de Luna: câncer. Uma vida inteira pela frente que é ameaçada por causa de uma vaidade e se manifestou tarde, silencioso até então. O desespero, o dilema entre querer viver e enfrentar o tratamento que a deixará debilitada ou simplesmente optar por morrer. Em meio a decepções e provas de amor verdadeiro das pessoas que restaram ao seu redor, Luna nos conta, em forma de diário, seus medos, anseios e desafios.

    São poucos capítulos postados até então, mas tenho repensado minha vida desde o primeiro parágrafo. O quão diferente de Luna nós podemos ser? Pessoas que adiam momentos bobos entre amigos, afundadas em trabalho e estudo sem ter tempo pra reparar nas pequenas coisas que a vida nos dá. É um livro que deve ser lido para sempre nos relembrar que somos frágeis, como um castelo de cartas: um sopro e já não há mais. Um segundo errado, uma má escolha que pode nos levar à morte. Ao desengano. 

    Aline consegue nos lembrar de uma forma simples que devemos viver cada dia intensamente, sem nos importarmos muitas vezes com o que o outro pode pensar. Nossa felicidade não pode depender de ninguém ou dos bons costumes. Hoje começo o dia fazendo a minha própria lista de coisas que quero fazer antes que a morte me diga um olá e não haja mais tempo. E talvez você deva fazer isso também.



"Sabe o que eu acho engraçado", Gabriele disse em um dado momento. "É o fato de você ter sonhos tão simples de realizar e ainda não realizou, como andar de Kart ou ir a um Paintball", ela suspirou e continuou: "Aposto que muitas crianças e adolescentes já fizeram isso e no final, banalizaram..."